O MELHOR DE DOIS MUNDOS

A nova camara da Fujifilm foi lançada para corresponder às exigências actuais dos parâmetros do video. Toda a comunicação transmitida a nível mundial esteve direcionada para o video mas esta camara é mais do que uma valiosa ferramenta para filmar, é um aliado poderoso para fotógrafos.

Quando testei a Fujifilm X-T2 em Le Mans deparei com as funções de focagem e cadencia de disparo potenciadas, catapultando a X-T2 para o patamar de camara de acção. Para testar a X-H1 gostaria de ter um cenário idêntico para ter termo de comparação e para tal, nada melhor do que a prova GT Open no autódromo do Estoril. 

O corpo da X-H1 foi aumentado em 25% permitindo assim um manuseio mais confortável com a utilização de teleobjectivas. Fotografar corridas de automóveis é sempre emocionante e um desafio à  técnica e pericia. A velocidade de focagem da X-H1 está mais rápida e não vemos os intervalos de disparos em cadencia no visor electrónico. Devido à sua construção, foi eliminado o aquecimento das baterias que seria normal de sentir após longo tempo de disparos no modo shutter High. O estabilizador de imagem é fiável e ao fotografar o piloto Pedro Couceiro consegui obter imagens com a mesma qualidade de uma sessão fotográfica realizada com iluminação artificial. (1/8s e f:5.0 a ISO 100)

Estamos perante uma nova série de camaras a juntar ao universo da Fujifilm. Esta série não pretende substituir a gama X-T, é um novo produto que devido às suas dimensões e funcionalidades pretende captar os utilizadores de DSLR que desejam efectuar a transição para o sistema mirrorless e, os fotógrafos da famiíia fujifilm que necessitem de usar teleobjectivas ou que fotografem em ambientes com pouca luminosidade.

X-H1, X-T2, ou X-Pro2? É uma pergunta frequente e a resposta é muito simples e directa pois como já referi são produtos diferentes. É sempre uma escolha pessoal e temos de escolher o material fotográfico consoante as nossas necessidades e forma de trabalhar. Pessoalmente aprecio mais as camaras com os selectores de compensação de exposição que, na X-H1, foram substituídos pelo visor electrónico ao estilo da GFX. Um pormenor logo esquecido pois fotografar com a X-H1 remete-nos para outro patamar devido à ergonomia e robustez desta camara. Devido à sua dimensão, juntamente com o punho que alberga duas baterias e às suas funções, sentimos uma junção do mundo DSLR com o mirrorless. Sem dúvida, o melhor de dois mundos numa só camara!