Posted by mariogaliano on July 16, 2018

ANIVERSÁRIO MÉRITIS

A convite do meu amigo Pedro Couceiro tive o prazer de ingressar na equipa da Méritis. Esta associação tem como finalidade ajudar jovens nas áreas do desporto e artes a concretizarem os seus sonhos e, neste quinto aniversário apresento aqui algumas das imagens realizadas para as suas campanhas. Parabéns Méritis!!!
Posted by mariogaliano on June 14, 2018

O MELHOR DE DOIS MUNDOS

A nova camara da Fujifilm foi lançada para corresponder às exigências actuais dos parâmetros do video. Toda a comunicação transmitida a nível mundial esteve direcionada para o video mas esta camara é mais do que uma valiosa ferramenta para filmar, é um aliado poderoso para fotógrafos.

Quando testei a Fujifilm X-T2 em Le Mans deparei com as funções de focagem e cadencia de disparo potenciadas, catapultando a X-T2 para o patamar de camara de acção. Para testar a X-H1 gostaria de ter um cenário idêntico para ter termo de comparação e para tal, nada melhor do que a prova GT Open no autódromo do Estoril. 

O corpo da X-H1 foi aumentado em 25% permitindo assim um manuseio mais confortável com a utilização de teleobjectivas. Fotografar corridas de automóveis é sempre emocionante e um desafio à  técnica e pericia. A velocidade de focagem da X-H1 está mais rápida e não vemos os intervalos de disparos em cadencia no visor electrónico. Devido à sua construção, foi eliminado o aquecimento das baterias que seria normal de sentir após longo tempo de disparos no modo shutter High. O estabilizador de imagem é fiável e ao fotografar o piloto Pedro Couceiro consegui obter imagens com a mesma qualidade de uma sessão fotográfica realizada com iluminação artificial. (1/8s e f:5.0 a ISO 100)

Estamos perante uma nova série de camaras a juntar ao universo da Fujifilm. Esta série não pretende substituir a gama X-T, é um novo produto que devido às suas dimensões e funcionalidades pretende captar os utilizadores de DSLR que desejam efectuar a transição para o sistema mirrorless e, os fotógrafos da famiíia fujifilm que necessitem de usar teleobjectivas ou que fotografem em ambientes com pouca luminosidade.

X-H1, X-T2, ou X-Pro2? É uma pergunta frequente e a resposta é muito simples e directa pois como já referi são produtos diferentes. É sempre uma escolha pessoal e temos de escolher o material fotográfico consoante as nossas necessidades e forma de trabalhar. Pessoalmente aprecio mais as camaras com os selectores de compensação de exposição que, na X-H1, foram substituídos pelo visor electrónico ao estilo da GFX. Um pormenor logo esquecido pois fotografar com a X-H1 remete-nos para outro patamar devido à ergonomia e robustez desta camara. Devido à sua dimensão, juntamente com o punho que alberga duas baterias e às suas funções, sentimos uma junção do mundo DSLR com o mirrorless. Sem dúvida, o melhor de dois mundos numa só camara!

Posted by mariogaliano on March 4, 2018

Simulador de filme ACROS

A fotografia a preto e branco é sem dúvida a mais apreciada e a mais difícil de se obter. Uma boa fotografia a preto e branco tem de ser bem exposta para obtermos o contraste desejado. Sempre fotografei e revelei os meus próprios filmes e ao imprimir fui aprendendo com os erros que naturalmente se cometem quando se começa a fotografar. Tentativa e erro sempre fez parte do processo de aprendizagem da arte da fotografia.

Usei praticamente todas as marcas de fabricantes de filmes assim como as suas diferentes sensibilidades e quando a industria fez a transição para a fotografia digital, perderam-se as características muito próprias dos filmes. Ganhámos megapixels, ISO absurdos e definição em HDR que dá vontade de não ver. Em simultâneo assistimos a aplicações do mundo digital que imitam looks de filmes, alguns já extintos, terem muito sucesso num mundo de excessos visuais. Felizmente para nós existe uma marca que sempre se dedicou ao filme, e que fez tudo para transportar para o mundo digital esse conhecimento de manufaturação adquirido através de décadas – a Fujifilm.

Vou falar da simulação de filme Acros que foi introduzida com os modelos X-Pro2 e X-T2. Fotografei várias vezes com o filme Acros (analógico) e as suas principais características derivam do contraste acentuado, não permitindo erros na exposição, e ao elevado detalhe de imagem impresso no negativo.

Para ilustrar este artigo fotografei ao sabor do vento com a X-T2 na vila histórica de Belmonte. O dia estava solarengo e com nuvens, o ideal para fotografia de exteriores. Caminhando descontraídamente por entre as ruas de Belmonte, fui sempre observando as situações de contraluz às quais conseguisse enquadrar com a objectiva de 23mm f:1.4 (equivalente à 35mm).

Procurei fotografar em condições de grande contraste e abraçar deliberadamente as sombras para perceber a a latitude desta simulação de filme. Mesmo usando vários filtros fornecidos pelo simulador Acros, amarelo e vermelho, obtive imagens com elevada gama de cinzentos e com sombras acentuadas. O detalhe é superior ao esperado devido ao censor X-Trans CMOS III aliado às ópticas de uma objectiva Prime XF. Outra das combinações que uso com frequência é fotografar em modo Acros com na X-T2 e na X-E2 com objectivas Leica, R e M, com adaptadores dedicados para o sistema Fujifilm X.

Esta simulação do Acros em relação ao filme analógico oferece uma maior gama de cinzentos permitindo assim maior latitude na exposição. Fotografar com o sistema X da Fujifilm tem a vantagem do visor electrónico que nos permite visualizar logo a preto e branco e, para obter as imagens logo a preto e branco temos de fotografar no formato JPG pois no modo RAW temos a imagem a zeros, sem qualquer simulador de filme. O modo Acros é sem dúvida um dos melhores simuladores de filme a preto e branco no mundo da fotografia digital.

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